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16JAN2016 - Apresentação Livro CANTE ALENTEJANO

16JAN2016 – Apresentação Livro CANTE ALENTEJANO

17H00 Apresentação do Livro “O Cante Alentejano No Cancioneiro do Padre Marvão – O encantamento Feminino do cantador” de Clara Santa Rita
Actuação do Grupo Coral Feminino “Estrelas Alentejanas da Damaia”
20H00 Jantar (por favor marcar para fabrica.de.alternativas @gmail.comou por mensagem na página do facebook
21H30 Cinema – “Alentejo, Alentejo”, Longa metragem documental sobre o Cante Alentejano De Sérgio Tréfaut

O Cante Alentejano, impregnado de inúmeras exaltações, deixou uma herança na cultura portuguesa, já que a música é, tradicionalmente, uma marca identitária que se considera importante. É, assim, que o Cante é nosso e, desde Novembro de 2014, Património Cultural e Imaterial da Humanidade, data em que a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) reconheceu a sua singularidade cultural, tal como já tinha sucedido ao Fado em 2011.
O Cante Alentejano é um canto a várias vozes (As modas são cantadas em tons maiores; algumas com o soluço eclesiástico ou pausa para respirar no meio da palavra; algumas com o acorde de trítono), mas também por a sua estruturação ter ocorrido muito antes (Cantos polifónicos sardos, corsos e croatas).
O presente livro, baseado num trabalho universitário da autora, debruça-se sobre o Cancioneiro Alentejano: Corais majestosos, coreográficos e religiosos do Baixo-Alentejo, obra publicada em 1955 pelo Padre António Alfaiate Marvão, nascido em Amareleja no ano de 1903. O Cancioneiro reúne líricas e pautas musicais de mais de duas centenas de modas, profanas e religiosas, recolhidas pelo Padre durante cerca de três décadas junto dos seus conterrâneos alentejanos.
Este texto cumpre vários objectivos. Em primeiro lugar, pretende-se contribuir para a divulgação do Cante Alentejano, em geral, e para a divulgação deste Cancioneiro Alentejano, em particular.
Em segundo lugar, atendendo a que qualquer peça literária dum autor só pode ser apreendida em toda sua plenitude se se conhecer o homem por detrás da obra, apresenta-se um estudo biográfico do musicólogo Padre Marvão, assinalando as vicissitudes da sua vida, os seus anseios, a sua visão sobre a origem e características do Cante, e a sua multifacetada produção escrita.
Por último, fazendo juz ao subtítulo do livro: O en(canta)mento feminino na voz do cantador, efectuam-se leituras interpretativas e analíticas das modas do Cancioneiro, à luz da consideração de que a mulher é nele o núcleo central e o amor o elemento irradiador de várias vivências, identificando-se nas modas do Cancioneiro conteúdos que representam o perfil da mulher no que respeita ao temperamento alentejano e às suas implicações sociais, destacando-se a influência que a constante presença da mulher exerce sobre o imaginário popular, observando-se o papel desempenhado pela mulher, no plano mental e/ou afectivo, que potencializa os motivos dominantes que se entrelaçam nas várias modas analisadas, designadamente: o amor, a memória, a vida, o casamento, a espera, o espaço, a natureza, o trabalho, a solidão, a morte. Nesta ‘viagem’ pelo Cancioneiro do Padre Marvão, o propósito é de ordem interpretativa e reflexiva; caminha-se à superfície do texto, auscultando-lhe o âmago, dominado pela figura da mulher, ela sim, escolhida como factor determinante.

A Autora:

Clara Santana Rita, natural de Amareleja, conhece os hábitos e tradições do Baixo Alentejo; ama e sente o Cante Alentejano como coisa sua. Neste livro – resumo adaptado de um trabalho universitário – revela-nos um dos primeiros cancioneiros alentejanos veículo do reportório do Cante: O Cancioneiro do Padre António Marvão, distinto etnólogo e musicólogo amarelejense (1903-1993).
Com formação em Línguas e Literaturas Modernas/Românicas, a autora esteve ligada durante duas décadas à Universidade Autónoma de Lisboa, quer como docente, quer como investigadora no Centro de Estudos Linguísticos, Comparados e Multimédia. Leccionou diversas unidades curriculares nas áreas de Literatura e Cultura Portuguesas e Francesas, bem como o Seminário de Metodologia do Trabalho Científico. Além de várias participações em conferências e colóquios nacionais e internacionais, publicou mais de uma dezena de artigos em revistas da especialidade: nos Anais de Línguas e Literaturas da UAL, na revista da Sociedade da Língua Portuguesa e, ainda, na revista electrónica E-scrita.
A autora integrou o júri do Grande Prémio Internacional de Linguística Lindley Cintra em 2000; pertenceu à Direcção da Sociedade da Língua Portuguesa de 2002 a 2008; pertence ao Corpo Editorial Consultivo da revista electrónica E-scrita, UNIABEU, Brasil, desde 2010.

Actuação do Grupo Coral Feminino “Estrelas Alentejanas da Damaia”

21H30 Apresentação do Filme “Alentejo, Alentejo”
“Alentejo, Alentejo”2014 (documentário)
Longa metragem documental sobre o Cante Alentejano
De Sérgio Tréfaut



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