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16JAN2016 - Filme - Alentejo, Alentejo

16JAN2016 – Filme – Alentejo, Alentejo

Integrado no dia da apresentação do livro “O Cante Alentejano No Cancioneiro do Padre Marvão – O encantamento Feminino do cantador” de Clara Santa Rita a Fábrica de Alternativas tem o prazer de exibir o filme Alentejo, Alentejo De Sérgio Tréfaut

21H30 Apresentação do Filme “Alentejo, Alentejo”

“Alentejo, Alentejo”2014 (documentário)
Longa metragem documental sobre o Cante Alentejano
De Sérgio Tréfaut

com
Os Camponeses de Pias
Cantadores de Aldeia Nova de São Bento
Grupo da Casa do Povo de Serpa
Os Ceifeiros de Cuba
Grupo do Sindicato Mineiro de Aljustrel
Papoilas do Corvo
Coro Feminino Cantares de Alcáçovas
Os Rouxinóis da Damaia
Os Bubedanas

Documentário mais visto do ano em Portugal
Melhor Filme – DocsBarcelona + Medellin – Colômbia 2014
Melhor Filme Português – IndieLisboa 2014
Prémio TAP – IndieLisboa 2014
Nomeação para melhor Documentário – Prémios Sophia (Academia de Cinema)
Selecção Oficial Mostra de Cinema de São Paulo 2014
Selecção Oficial FIPA – Biarritz 2015
Selecção Oficial Krakow International Film Festival 2015
Selecção Oficial Docs Barclona 2015
Selecção Oficial Inquietudo Film Festival – Viena 2015
Selecção Oficial Ibero-American Documentary Film Festival Scotland 2015
Selecção Oficial Provincetown International Film Festival 2015

O documentário insere-se no projeto de candidatura do Cante a Património Imaterial da Humanidade e conta com a participação, entre outros, d`Os Camponeses de Pias, dos Cantadores da Aldeia Nova de S. Bento, do Grupo Coral da Casa do Povo de Serpa e do Grupo Feminino de Alcáçovas, que interpreta “Portugal está na crise”, uma letra contemporânea.
“Alentejo, Alentejo”, que inclui ainda a participação de várias escolas básicas, recebeu o Prémio para o Melhor Filme Português no Festival Indie Lisboa, deste ano.
“Nascido nas tabernas e nos campos, o cante transmitiu-se ao longo de várias gerações. Nas últimas décadas, com a diáspora alentejana, novos grupos surgiram na periferia de Lisboa e em diversos países de emigração. Muitos deles formados por adolescentes e crianças, provando que o cante está vivo e é o traço identitário de toda uma população”, afirma em comunicado a produtora.
“`Alentejo, Alentejo` é uma viagem a um modo de expressão musical único e à paixão dos seus intérpretes”, segundo a mesma fonte.
Além dos grupos participantes, como o Papoilas do Corvo, o filme do realizador nascido no Brasil regista vários depoimentos, como o de Bento Maria Adega, de Safara, no concelho de Moura, que afirma: “Foram cigarras e pássaros que ensinaram os alentejanos a cantar”.
Entre os grupos que se foram formando fora do Alentejo, território de origem do cante, participam, entre outros, Os Rouxinóis da Damaia e Os Bubedanas.
Um dos momentos do documentário é a interpretação do tema popular “Solidão”, por um grupo de cantadores, junto da campa do etnomuiscólogo Michel Giacometti, no cemitério de Peroguarda, Ferreira do Alentejo.
Natural da Córsega, Giacometti fixou-se em Portugal e foi responsável por recolhas musicais em todo o país, nomeadamente com o compositor Fernando Lopes-Graça (“Antologia da Música Regional Portuguesa” e “Cancioneiro Popular Português”) e, em particular, nas regiões do Alentejo e da Beira-Baixa, tendo feito a série documental “Povo que canta”, com o realizador Alfredo Tropa (RTP, c.1970-72)
O Alentejo e a sua realidade sociocultural não são estranhos ao realizador, filho de um alentejano, “originário da margem esquerda do Guadiana”, como explica Tréfaut.
“Descobri o Alentejo na minha adolescência. O meu pai, queria muito que eu conhecesse a terra dos seus antepassados e o terreno fértil onde estava a nascer a `Reforma Agrária`. Enviou-me para passar uma semana na casa de camponeses da Amieira, a aldeia de onde provinham os trabalhadores que cultivavam a terra na Quinta da Esperança, o monte onde ele tinha crescido, junto ao rio Ardila”, conta o realizador.
“A respeito do cante, a história é muito simples: foi graças a um grupo de camponeses alentejanos reunidos em serenata, por baixo da janela do quarto onde a minha mãe dormia pela primeira vez, que o meu pai conseguiu convencê-la a deixar a França para casar com ele. Ao longo da vida, a minha mãe chorava sempre que ouvia cantares alentejanos numa taberna. Ela gostava muito de tabernas. Não creio que a razão da sua emoção fosse apenas a lembrança do seu namoro com o meu pai, mas a poderosa comoção que aquelas vozes saídas do fundo da terra lhe causavam. Comigo acontece o mesmo”, afirma Tréfaut.
O documentário tem recebido elogios da crítica nacional e estrangeira. Em maio passado, Neil Young do The Hollywood Reporter, escreveu: “Há muito mais por descobrir no universo musical português do que os lamentos urbanos de renome mundial, conhecidos como Fado — é o que mostra o filme de Sérgio Tréfaut `Alentejo, Alentejo`. Existe uma celebração polifónica, rural, uma forma tradicional de cantos, conhecida como cante Alentejano – ou apenas `cante` para encurtar”.
O crítico salienta as “gravações com um brilho e uma limpidez extraordinários”.



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