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A Abertura no Xadrez (Parte 2)

A Abertura no Xadrez (Parte 2)

Peões

No início da partida, os jogadores podem movimentar qualquer um dos oito peões e os dois cavalos. Estas são as únicas opções no início da partida, por que os peões bloqueiam todas as outras peças. É preciso, portanto, movimentar os peões de modo a libertar as peças (bispos, dama e torres), e procurando desde logo o controle do centro do tabuleiro.

Para isto, normalmente move-se pelo menos dois peões, o peão do rei (coluna “e”) e o peão da dama (coluna “d”). Também são usados em algumas aberturas os peões dos bispos (colunas “c” e “f”), embora o movimento de um peão em frente a um bispo não o liberte.

De qualquer forma, a abertura mais popular é “1. e4“, ou seja, movimentar o peão da frente do rei duas casas. Este lance liberta o bispo do rei e a dama, e estabelece o controle da casa “d5” no centro do tabuleiro. Aberturas iniciadss com este lance são chamadas de partidas abertas, e levam a um jogo mais rápido e com um combate intenso nas casas centrais do tabuleiro. Era a abertura predileta de Bobby Fischer.

O segundo lance mais popular nas aberturas é “1. d4”, as aberturas da dama. Também é considerado um lance forte, já que abre o caminho para o bispo da dama, e a própria dama. Estas aberturas são chamadas de fechadas e conduzem normalmente a jogos mais tácticos.

Outros lances de peão iniciais são menos comuns, e alguns são mesmo considerados fracos. As aberturas de peão da torre são consideradas as piores, já que liberam uma peça que, normalmente, tem sua ação limitada nas posições iniciais, onde existem muitos peões e peças no tabuleiro. Entretanto, não se deve desprezar o jogador especializado.

Para as pretas, as respostas mais comuns para “1. e4” são “1…e5”, “1…c6”, “1…c5”, que tentam também estabelecer controle do centro do tabuleiro, abrindo também o caminho para as peças.

Normalmente não são necessários mais que dois lances de peão para libertar todas as peças. Na situação ideal, os peões da dama e do rei avançam duas casas cada um. A missão do outro jogador é impedir que isto aconteça, avançando seus próprios peões, o que resulta em uma posição de compromisso. Entretanto, movimentar mais de dois ou três peões na abertura geralmente é perda de tempo, principalmente se o oponente desenvolver as próprias peças.

As melhores casas para os peões são as casas centrais, nas colunas “c”, “d”, “e”, e “f”.

Bispos e Cavalos

No início da partida, os bispos e cavalos geralmente gozam de mobilidade aumentada. Enquanto os peões geralmente só se movem uma casa, e as torres tem seus movimentos tolhidos pelas suas próprias peças, os cavalos conseguem deslocar-se para qualquer lado do tabuleiro rapidamente, e os bispos também são capazes de fazer pressão e controlar as diagonais principais do tabuleiro.

Normalmente os jogadores procuram apoiar seus peões centrais ou atacar peões vulneráveis usando bispos e cavalos. Para os bispos, as melhores casas estão nas diagonais principais (“a1” a “h8” e “a8” a “h1”), onde é maior seu alcance, e onde eles exercem pressão sobre peões que normalmente são frágeis. Outras diagonais importantes são as imediatamente ao lado das diagonais principais, da mesma cor ou da cor diversa da diagonal principal.

Os cavalos são peças de alcance médio. O fato de poderem se deslocar sobre outras peças tornam-nos peças especialmente úteis para proteger peões, de trás. As melhores casas para os cavalos são, portanto, as próximas dos peões centrais. Um cavalo que esteja no centro tem seu alcance máximo (8 casas), enquanto numa lateral ele normalmente perde duas ou quatro casas no seu alcance.

As melhores casas para os bispos estão nas diagonais principais ou próximas delas, e os cavalos devem ficar o mais centrados possível.

Torres e Dama

A Dama deve ficar protegida no início do jogo. Uma dama levada prematuramente para o centro do tabuleiro pode significar perda de tempo e de oportunidades de desenvolvimento, já que facilmente pode ser atacada por peças menores e obrigada a fugir. Tarrasch dizia que “todo ganho de u peão na abertura com a Dama é um erro”. As melhores posições para a Dama, no início do jogo, são atrás, apoiando bispos e cavalos.

As Torres são as peças mais difíceis de movimentar no início da partida. Normalmente elas só são movimentadas depois de bispos e cavalos, e limitam-se a ficar na mesma linha, apenas procurando as colunas centrais.

A dama deve ficar junto com as torres, atrás dos peões e peças, apoiando-as.

Rei

O rei, no início do jogo, é só um estorvo. É, durante toda a partida, a peça mais delicada, e para ele se dirigem todos os ataques do adversário. É importante tirar o rei do centro do tabuleiro o quanto antes, colocando-o em uma posição protegida, guardado por peões e algumas peças.

A maneira de conseguir fazer isto é rocando. O roque é um lance que realiza muito para o desenvolvimento da partida: traz para o jogo uma das torres, e protege o rei. Entretanto, o roque não pode ser feito antes do terceiro lance, já que há pelo menos um bispo e um cavalo no meio do caminho, que precisam ser retirados para que o roque seja executado.

O rei deve ser protegido, de preferência com um roque, de preferência com o roque pequeno.

Exemplos de duas boas posições após a abertura

Os bispos estão protegidos e ao mesmo tempo controlam algumas diagonais importantes, os cavalos estão no centro protegendo os peões centrais, a dama está apoiando o máximo de peças sem se expor, as torres estão ligadas e prontas a responder a qualquer ameaça, e o rei está em uma posição lateral, protegido por uma barreira de peões e um cavalo. A partir desta posição o jogador, por ter o controle do centro (os peões estão a controlar as casas “c5”, “d5”, “e5” e “f5”, além de ocuparem as casas “d4” e “e4”), tem liberdade máxima para coordenar um ataque a qualquer ala do tabuleiro, atacando o rei do outro jogador.

Outra posição utilizada com frequência é a dos fianquetos, com os bispos exercendo um controle à distância. Neste caso, o controle do centro nem sempre é exercido diretamente, e em alguns casos ele é mesmo abandonado, em troca de um controle à distância e de um avanço pelos flancos.

(continua)

Adaptado de https://pt.wikibooks.org



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