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ABR 2014 – Ciclo “25 Abril e outras revoluções”

No ano em que se celebram 40 anos do 25 de Abril e em que cada vez mais vemos as nossas liberdades e direitos desvanecerem-se perante um poder económico cada vez mais voraz é urgente lembrar as razões e a força de um povo. Vivemos no que dizem ser uma democracia e isso pressupõe que as decisões e as escolhas nos cabem a cada um de nós. Se essa democracia é colocada em causa pela mentira e pela repressão, se a Constituição é colocada em causa e não respeitada temos o direito de a defender. O poder está no povo e é ao povo que cabe defender o seu direito a esse poder. A democracia não se pode resumir a um dia de quatro em quatro anos de ditadura em que os eleitos se sintam no direito de fazerem o que desejam sem respeitar promessas e a palavra dada. A mentira não pode ser aceite na politica democrática. A legitimidade perde-se quando a mentira se torna regra. Lembrar o 25 de Abril mais que um direito é um dever de todos nós.

3 Abril 2014

Capitães de Abril
Maria de Medeiros
Portugal, 2000
Drama
2h03

Na noite de 24 para 25 de Abril de 1974, a rádio emite uma canção proibida, “Grândola, Vila Morena”. Poderia apenas ter sido a insubmissão de um jornalista rebelde mas, na realidade,
é um dos sinais programados do golpe de estado militar que vai transformar completamente o país, sujeito à ditadura do Estado Novo durante várias décadas, e o destino das colónias portuguesas em África e em Timor Leste. Ao som da voz do poeta e cantor José Afonso, as
tropas insurgidas tomam os quartéis. Cerca das três horas da madrugada, marcham para Lisboa.
Pouco depois do triste acontecimento militar no Chile, a Revolução dos Cravos distingue-se pelo carácter aventureiro, mas também pacífico e lírico do seu decorrer. Estas 24 horas de revolução são vividas por três personagens principais, dois capitães e uma jornalista e
professora de literatura.

10 de Abril


Torre Bela
Thomas Harlan
Portugal, 1977
Documentário

Torre Bela, velha propriedade do Duque de Lafões, uma herdade do Ribatejo com dois mil hectares, a maior herdade murada de Portugal, é ocupada por trabalhadores agrícolas sem trabalho nem terra, que, num dos momentos quentes do PREC, decidem organizar-se em cooperativa. Com o apoio de revolucionários idealistas, de um líder carismático de perfil duvidoso e de «soldados do povo», querem fazer ouvir a sua voz e as suas razões. Agem de boa-fé e sentem estar a contribuir com a sua experiência para o processo revolucionário em curso. Em causa estão terras incultas desde 1961, que os ocupantes, residentes das povoações de Manique do Intendente, de Macussa (Azambuja) e da Lapa (Cartaxo), pretendem explorar para
produzir géneros de primeira necessidade.

17 de Abril


48
Susana Sousa Dias
Portugal, 2010
Documentário
1h33

O que pode uma fotografia de um rosto revelar sobre um sistema político? O que pode uma imagem tirada há mais de 35 anos dizer sobre a nossa actualidade? Partindo de um núcleo de fotografias de cadastro de prisioneiros políticos da ditadura portuguesa (1926-1974), “48” procura mostrar os mecanismos através dos quais um sistema autoritário se tentou auto
perpetuar durante 48 anos.



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